Mobilização
abrange os municípios com
potencialidade eólica: Piratini e
Jaguarão
O deputado estadual Alberto Oliveira (PMDB)
protocolou pedido para a criação
de uma Subcomissão Mista, com a participação
das comissões de Economia e Desenvolvimento
e de Assuntos Municipais, para acompanhar
o estabelecimento, pelo governo federal,
do marco regulatório nacional para
energia eólica e demais questões
relativas à energia limpa no Estado.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira
(4), em Jaguarão, durante reunião
da Comissão de Representação
Externa para tratar do tema, órgão
técnico já coordenado por
Oliveira, mas que tem período máximo
de atividades de apenas 30 dias. “É
preciso permanecer tratando deste assunto
de grande importância para os municípios
das regiões envolvidas, devido à
grandiosidade dos empreendimentos e da geração
de empregos que a iniciativa propiciará”,
justificou.
Em Jaguarão, representantes de diversos
segmentos da comunidade assinaram documento
dirigido ao presidente da República
e ao ministro de Minas e Energia, Edison
Lobão, pedindo o estabelecimento,
o mais brevemente possível, do marco
regulatório nacional para energia
eólica, do qual depende a realização
dos leilões específicos para
essa energia.
“A Fronteira Sudoeste é uma
região reconhecidamente carente em
investimentos, onde a implantação
de parques eólicos traria um aporte
expressivo”, comentou Oliveira. O
parlamentar referiu-se à intenção
do grupo espanhol Fortuny de implantar parques
eólicos nas cidades de Jaguarão,
Piratini e Sant’Ana do Livramento,
com investimentos estimados em 500 milhões
de dólares na primeira fase e geração
de três mil empregos entre diretos
e indiretos. Outro fato é a possibilidade
de o Rio Grande do Sul tornar-se um pólo
produtor de energia eólica, pois
já sedia o maior parque eólico
da América Latina, em Osório,
além de produzir 150MW dos 199MW
gerados no país.
Também participaram do encontro os
deputados Frederico Antunes (PP) e Luiz
Augusto Lara (PTB), o representante da Secretaria
Estadual de Infra-estrutura e Logística,
Manoel Britto, o prefeito municipal, Henrique
Knorr Filho (PMDB), os nove vereadores da
cidade, os representantes do Grupo Fortuny,
Antônio Badra, Luiz Alberto Gaspar
e Marco Antônio de Medeiros, além
de dirigentes partidários, de entidades
de classe, sociais e sindicais.
Participação se acentua a
cada dia
A necessidade de uma grande mobilização,
de um forte envolvimento político
de deputados estaduais e federais, além
de pressão por parte da comunidade
gaúcha foram os caminhos apontados
para que force o governo federal a estabelecer
um marco regulatório para a energia
eólica, durante reunião da
Comissão de Representação
Externa para tratar do tema, em Piratini,
na noite desta sexta-feira (4). Coordenada
pelo deputado Alberto Oliveira (PMDB), a
Comissão busca unir esforços
para fazer com que o governo federal crie
condições legais para a instalação
de três parques eólicos na
Fronteira Sudoeste. “Este é
um processo de construção,
em que estamos passando por diversas etapas,
com a realização de reuniões
nas cidades que devem abrigar os investimentos
e por meio de manifestações
junto ao governo do Estado e ao Ministério
de Minas e Energia”, exemplificou
Oliveira.
Questionado sobre a real possibilidade de
os investimentos se concretizarem nos três
municípios - Jaguarão, Piratini
e Sant’Ana do Livramento -, o deputado
enfatizou a necessidade de não somente
as autoridades políticas se esforçarem,
mas bem como de toda a comunidade, de uma
forma geral. “A Comissão permanecerá
atuando para obter êxito nessa empreitada,
porém, precisa do apoio do maior
número possível de pessoas”,
avisou. Ao final do encontro, carta destinada
ao presidente da República e ao ministro
de Minas de Energia, Edison Lobão,
reforçando a exigência da elaboração
do marco regulatório nacional, foi
repassada aos presentes para a inclusão
de assinaturas.
Também participaram da reunião
os deputados Luiz Augusto Lara (PTB) e Pedro
Pereira (PSDB), representantes do grupo
espanhol Fortuny, além de lideranças
locais.
Energia eólica: uma nova realidade
Por: Alberto Oliveira
O grande desafio de todas as sociedades,
agora e no futuro, é estimular o
desenvolvimento sustentável, gerando
riquezas e oportunidades de trabalho, com
a responsabilidade de garantir a existência
de novas gerações sem agredir
o meio ambiente. A energia eólica
é um significativo exemplo de desenvolvimento
sustentável, pois está disponível
em diversos lugares e em diferentes intensidades,
sendo considerada a energia mais limpa do
planeta. Na crise energética atual,
as perspectivas de utilização
da energia eólica são cada
vez maiores. Os municípios de Jaguarão,
Piratini e Sant’ Ana do Livramento
aguardam ansiosamente para abrigarem o projeto
de construção de mais três
parques em nosso Estado. Osório também
prospecta a ampliação do seu
parque eólico, além de Giruá
e outras cidades gaúchas. No entanto,
é necessária a existência
do marco regulatório nacional para
o setor, possibilitando a realização
de leilões exclusivos para a fonte
eólica, com preços atrativos,
que viabilizem a construção
dos parques.
Nesse sentido, a Comissão de Representação
Externa da Assembléia Legislativa
disponibilizará todo o esforço
possível para que nenhum entrave,
burocrático ou de outra ordem, impeça
a instalação dos parques em
distintas regiões gaúchas.
O ministro de Minas e Energia, Édison
Lobão, já adiantou, em encontro
com uma comitiva gaúcha, que abraçará
a causa eólica no Estado, através
do Programa de Incentivo às Fontes
Alternativas de Energia (Proinfa), e por
meio da elaboração de condições
legais para a criação de um
marco regulatório nacional. O Rio
Grande do Sul não pode prescindir
da realização desses empreendimentos,
que representam investimentos da ordem de
500 milhões de dólares na
primeira fase, com aporte de mais 200 milhões
ao longo de 20 anos, ofertando cerca de
três mil postos de trabalho diretos
e indiretos.
A mobilização pelo estabelecimento
do marco regulatório nacional sobre
energia eólica junto aos órgãos
federais não somente ajudará
na concretização dessas propostas,
como auxiliará na diminuição
dos efeitos das emissões de dióxido
de carbono, causadas pela queima de carvão,
petróleo e gás para a geração
de energia. Essas iniciativas podem representar
a instalação de outras empresas,
na condição de fornecedoras
ou de produtoras de equipamentos, formando
um novo sistema gerador de mais oportunidades
e renda. É missão dos homens
públicos encontrar soluções
responsáveis para o crescimento da
sociedade gaúcha e do Rio Grande
do Sul, que passem, de forma definitiva,
pelo desenvolvimento sócio-econômico
com sustentabilidade.
* Deputado estadual, coordenador da Comissão
de Representação Externa para
tratar da Energia Eólica

Deputado estadual Alberto Oliveira (à
direita) sendo entrevistado por Fernando
Moura, da RCC, em recente oportunidade,
antes do lançamento da Comissão
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