| Mães de vítimas
de homicídios clamam por justiça
na cidade
Cartazes e faixas mostraram
durante um protesto realizado nas principais
ruas da cidade na última sexta-feira
(04), toda a indignação por
parte de amigos e familiares de vítimas
de homicídios ocorridos em Sant'Ana
do Livramento e que aos olhos de muita gente
ainda não tiveram o desenrolar desejado
por parte das investigações
policiais e muito menos a punição
dos culpados.
Dentre estas centenas de pessoas, estavam
duas mães: Cristiana Bueno Pinto,
mãe do estudante, de 13 anos de idade,
Mauricio Pinto Rodrigues, encontrado quase
sem na avenida Tajamar, a 150 metros de
sua residência, no bairro São
Paulo, na noite de 19 de março; e
Cledi Munhhoz de Oliveira, mãe de
Vanessa Oliveira dos Santos, de 20 anos,
encontrada morta com seu namorado, na base
de um barranco com cerca de 35 metros de
altura, na antiga Pedreira do Alberto, localizada
no Cerro do Caqueiro.
A intenção desta mobilizações,
segundo os organizadores, é justamente
chamar a atenção a comunidade
local para que denunciem os culpados e para
pressionar a Polícia para que encontrem
uma maneira de acelerar os inquéritos
e finalmente para a Justiça punir
severamente os culpados.
Durante visita ao município do secretário
de Segurança Pública do Estado,
José Francisco Mallmann, no mês
de março, uma comitiva representando
estas vítimas entregou um documento
contendo informações básicas
sobre cada caso de homicídio que
ainda encontra-se sem solução.
Na oportunidade, o secretário prometeu
que iria analisar caso a caso e que possivelmente
estaria disponibilizando uma força-tarefa
para ajudar nas investigações
e conclusões destes Inquéritos
Policiais.
Mães
Durante a mobilização de
sexta-feira, as referidas mães se
manifestaram durante entrevista: Cristiana
Bueno Pinto disse que pretendia com a mobilização,
a qual contou com o apoio de alunos da Escola
Cyrino Luiz de Azevedo, que o culpado fosse
apontado pela sociedade. "Eu quero
que a Polícia haja para descobrir
o culpado da morte de meu filho. Ele era
um menino da paz, não fazia mal a
ninguém, então não
consigo entender por que fizeram isto com
ele. Tem um coleguinha, que era muito amigo
do meu filho, e não quer falar o
que sabe; acredito que ele tenha visto alguma
coisa e esteja sendo ameaçado para
não contar a verdade. Esse bandido,
esse monstro, que matou meu filho, não
pode ficar solto por aí, pois pode
fazer alguma coisa com o filho de outra
pessoa, então eu peço a comunidade
que denuncie para que haja justiça
na morte de Maurício".
A outra mãe ouvida pela reportagem
foi Cledi Munhhoz de Oliveira. "Nós
estamos buscando justiça, estou sempre
na imprensa pedindo uma resposta da Polícia,
pois o Inquérito foi entregue à
Promotoria Pública e esta devolveu
o mesmo para a Delegacia, por não
ter lógica na versão apresentada
na morte de Ellen e do radialista Luciano.
O que a Polícia justifica não
tem lógica, porque ela tinha quase
noventa quilos, e ela só tinha uma
pancada na cabeça. O Luciano também
só tinha uma pancada na cabeça,
e no Inquérito falou que ele tinha
sido jogado de ponta cabeça, isso
é impossível para uma pessoa
que cai de uma altura superior a 30 metros
de altura. A pancada foi na parte de trás
da cabeça e isso é uma afronta
a nossa inteligência", concluiu
Cledi.
O protesto dos pais acabou culminando em
frente a 1ª Delegacia de Polícia
Civil, localizada na avenida Silveira Martins.
Na quinta-feira (03), a família de
Maurício e comunidade escolar da
Escola Cyrino Luiz de Azevedo realizaram
também uma caminhada até a
avenida Tajamar, onde o estudante foi encontrado
ainda com vida.
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