Yeda e Terra acompanham embarque de médicos
que integram força-tarefa contra
dengue
Os 20 médicos gaúchos que
seguiram neste domingo (6) à noite
ao Rio de Janeiro para integrar a força-tarefa
nacional que vai auxiliar o estado fluminense
no combate à dengue foram saudados
pela governadora Yeda Crusius e pelo secretário
da Saúde, Osmar Terra, no Aeroporto
Salgado Filho. Durante os 40 minutos que
antecederam o embarque, a governadora conversou
com cada um dos profissionais e desejou
boa sorte a todos. A equipe é composta
por 17 mulheres e três homens.
“É um momento muito difícil
para o Rio de Janeiro, e a ida deste grupo
de voluntários é extremamente
importante. Além da solidariedade,
estes jovens médicos estão
levando para o Rio a capacidade de um Estado
como o nosso, que conseguiu, através
da prevenção, não ter
registro de nenhum caso de pessoa que tenha
contraído a doença aqui. Esperamos
que estes profissionais, com sua competência,
consigam auxiliar a população
do Rio de Janeiro na redução
do sério problema que está
enfrentando”, disse a governadora.
Esta primeira equipe de médicos enviada
pelo Rio Grande do Sul – composta
de profissionais pertencentes a hospitais
públicos e particulares, de Porto
Alegre e do interior do Estado - ficará
no Rio de Janeiro 15 dias. Segundo Osmar
Terra, a idéia é manter um
revezamento, até que a situação
se estabilize. Se for preciso, o número
de médicos poderá ser ampliado.
Os profissionais gaúchos se juntarão
às equipes de saúde cariocas,
que vão coordenar o trabalho. Despesas
de hospedagem e alimentação
serão cobertas pelo governo do Rio.
Como remuneração, os médicos
vão receber R$ 500,00 por plantão
de 12 horas. As passagens aéreas
são fornecidas pela TAM.
Ao despedir-se do grupo, Terra - que é
presidente do Conselho Nacional de Saúde
(Conasa) -, disse que a participação
da equipe gaúcha foi um pedido feito
ao governo gaúcho pela Secretaria
da Saúde do Rio de Janeiro. “O
estado do Rio necessita instalar unidades
de saúde com a máxima urgência,
especialmente pediátricas, e não
possui número suficiente dessa especialidade.
Por isso, estamos enviando reforço”,
afirmou.
O secretário reiterou que no Rio
Grande do Sul não está ocorrendo
epidemia de dengue: “Se podemos dispor
do maior grupo de médicos nessa força-tarefa
nacional, é porque não temos
a doença. Isso é resultado
do trabalho das equipes de vigilância
em saúde, que vêm trabalhando
intensamente na prevenção
desde o ano passado.”
Entre os integrantes da equipe gaúcha,
está o pediatra José Roberto
Saraiva, que foi coordenador do programa
Viva Criança, da Secretaria da Saúde.
Ele é um dos responsáveis,
segundo Terra, pelo fato de o Rio Grande
do Sul ter hoje um dos mais baixos índices
de mortalidade infantil do Brasil, desde
2004. Depois de serem orientados brevemente
sobre o protocolo carioca, nesta segunda-feira
(7), os médicos já começarão
a prestar assistência a crianças
nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas)
montadas no bairro da Penha, onde há
maior incidência de dengue.
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