Bancos: ainda há
riscos da América Latina sofrer impacto
da crise
A crise nos mercados financeiros internacionais
não foi sentida com grande impacto
na América Latina, mas a região
deve ficar atenta aos riscos colaterais,
advertiu hoje o Instituto de Finanças
Internacionais (IIF), que agrupa bancos
particulares.
A crise nos mercados de créditos
hipotecários de alto risco teve até
agora "apenas um impacto moderado nos
mercados financeiros da América Latina",
afirmou o IIF em um relatório apresentado
por ocasião da assembléia
anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID) em Miami.
"Apesar de continuarmos prevendo um
robusto crescimento - mesmo que em declive
- neste e no próximo ano, os riscos
colaterais aumentaram à luz da crescente
probabilidade de uma extensa e substancial
queda econômica derivada das turbulências
nos mercados globais de crédito",
advertiu o relatório.
"As economias que estão profundamente
integradas à economia dos Estados
Unidos correrão um maior risco de
uma desaceleração do crescimento".
O IIF destaca que "uma expansão
recorde de 7,7% na demanda doméstica
em 2007 foi apoiada por um fortalecimento
das condições no mercado de
trabalho, sentimentos otimistas e políticas
macroeconômicas no geral procíclicas
para acompanhar o crescimento".
Em termos de endividamento público,
o IIF elogia que "esforços deliberados
e progressos para se voltar para os mercados
domésticos para cobrir as necessidades
financeiras do setor público foram
bem sucedidos para reduzir a vulnerabilidade
das finanças públicas quanto
a choques financeiros externos".
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