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    A ELEIÇÃO EM PORTO ALEGRE

    A sucessão municipal em Porto Alegre é o mais importante fato político eleitoral deste ano. Sem desmerecer outras, nos restantes 495 municípios gaúchos, a da capital do RS é a que mais repercute na mídia local porque a mesma não pode ser dissociada de 2010. Porto Alegre ainda tem a fama de ser uma capital brasileira que tem um eleitorado de esquerda, cuja militância faz a diferença. Na verdade, uma bobagem, mas que de tanto se repeti-la (ao melhor estilo Goebbels) tornou-se um fato consumado.

    A vitória de José Fogaça (2004), por exemplo, ratificada pela vitória de Germano Rigotto (2002), foi aquela que, por sua vez, ratificou a vitória de Yeda Crusius (2006). Tais vitórias das forças anti-PT ajudaram a calar e a refrear aqueles ímpetos petistas que acreditavam que as vitórias anteriores em Porto Alegre (16 anos seguidos em quatro eleições) e que ajudaram na vitória estadual de Olívio Dutra em 1998, não eram simples eleições, mas revoluções socialistas. Outra bobagem.

    Nada é tranqüilo para ninguém em qualquer eleição. De nada valem os retrospectos para um eleitorado que só pode ser reconhecido como o mais politizado do Brasil num restrito bloco de, no máximo, 15% do seu total. Quem diz e trombeteia que somos politizados ilude-se apenas. Por isso mesmo as pesquisas fora de época ou muito antes das convenções e dos programas eleitorais gratuitos são gastos inúteis e até podem ser suspeitas de uma tentativa de indução dos eleitores.

    O eleitorado gaúcho não é diferente do eleitorado brasileiro. A maioria sequer lembra em quem votou na última eleição. Uma boa cesta básica, se conseguir iludir a fiscalização eleitoral, muda votos no dia da eleição. Até mesmo uma carona à zona eleitoral do caroneiro é capaz de seduzi-lo se o santinho entregue tiver um sorriso sedutor.

    A única coisa certa para a eleição de Porto Alegre é que os partidos que apoiaram José Fogaça estão fazendo uma força danada para a esquerda capitalista (nos dois sentidos: da Capital e do capital) voltar a governar a Cidade-Sorriso.

    O eleitorado de "esquerda" de Porto Alegre é o mesmo já deu vitórias ao PDT, ao PT e ao próprio José Fogaça. Ele não é de "esquerda", nem de "direita". É igual ao baiano, por exemplo, que tanto votava em ACM, como votou em Jacques Wagner, do PT. Nosso eleitorado não tem bandeira ou ideologia. É apenas a cara do Brasil.

    COMO EM SÃO PAULO

    Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) briga com o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM). Com isso, cresce o nome de Marta Suplicy (PT). É que o PT já está aproveitando a deixa da disputa entre PSDB e DEM.

    INCOMPETÊNCIA

    O mote do PT é interessante. Se Alckmin e Kassab não se entendem como poderão administrar a cidade de São Paulo? É uma falácia, mas pega no eleitorado indeciso.

    DÚVIDA

    Será que o mesmo não vale para Porto Alegre? Afinal por que tanto desentendimento entre as forças que venceram com Fogaça em 2002?

    TARSO É O ALVO (1)

    O articulista da Folha de São Paulo, Fernando de Barros Silva, pegou no é do ministro Tarso Genro e sempre pode dá uma alfinetada dolorida no titular do Ministério da Justiça.

    TARSO É O ALVO (2)

    Ontem, por exemplo, o jornalista chamou Tarso Genro de o "Rolando Lero da Justiça". Sobre uma entrevista de Tarso que referindo ao caso dos cartões corporativos disse que "dossiê é conceito, não fato determinado", Fernando de Barros Silva foi fundo: "O bacharel do submarxismo oficial, inventou o lulo-platonismo".

    DEU NO JORNAL (1)

    O jornal Diário de Criciúma (SC), edição de sábado, afirmou numa manchete que o assaltante Papagaio é dono de três postos de gasolina no vizinho Estado. Os postos estão localizados nos municípios de Içara, Morro da Fumaça e na praia dos Ingleses (norte da ilha de Floripa).

    DEU NO JORNAL (2)

    A advogada de Papagaio, Maria Helena Viegas, disse ao colunista que Papagaio não tem nenhum posto de gasolina em Santa Catarina. Ela apenas sabe que seu cliente tem amigos que são proprietários de postos e nada mais do que isso.

    DEU NO JORNAL (3)

    O jornal de Criciúma, no entanto, diz que Papagaio contou à polícia local que é dono de três postos e que quem cuida deles, na região carbonífera (Içara e Morro da Fumaça) é a sua "companheira". Segundo a advogada Maria Helena Viegas, Papagaio tem família em Porto Alegre que passa por dificuldades financeiras.

     

    ro2803@terra.com.br

     











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