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    SAÚDE PÚBLICA LÁ FORA

    Por mais que o SUS receba elogios - e alguns bem merecidos - a verdade é que a Saúde Pública brasileira é um caos, só visto com alguma semelhança em países do Terceiro Mundo. Os bilhões de reais transferidos do bolso do contribuinte através de uma carga tributária obscena não retornam em serviços públicos equivalentes, sejam na segurança pública, na saúde, nos transportes e na educação.

    O jornalista Carlos Brickmann gosta de contar dois episódios que ilustram bem a diferença de tratamento em países civilizados entre governo e cidadãos. Ele lembra que pagamos 40% de tudo o que ganhamos com tributos. Ou seja; vamos, mais uma vez trabalhar de janeiro a maio deste ano para o governo.

    Uma leitora de Brickmann contou-lhe que por causa de uma greve, faltou no Brasil o material de contraste necessário ao exame de Tomografia por Emissão de Positrons, PET-Scan. É difícil importar esse material por ter vida útil extremamente curta. A leitora de Brickmann foi. Então, examinar-se em Miami.

    A surpresa dela: ao sair do Mount Sinai Medical Center não teve de pagar nada, porque seu seguro de viagem cobria o exame. No Brasil o custo seria de aproximadamente R$ 4 mil, cujas despesas não são cobertas por seguros-saúde ou convênio médico. É por isso que os brasileiros com algum poder aquisitivo viajam para os EUA, fazem um seguro-viagem baratíssimo (coisa de US$ 50 para dez dias), compram bastante e ainda resolvem algum problema sério de saúde.

    A outra história é sobre o colega João Lins Albuquerque, que foi correspondente da revista Visão, em Estocolmo. A mulher dele estava nos últimos dias de gravidez e Brickmann perguntou-lhe quanto ele gastaria com o parto, hospital, etc. Albuquerque não entendeu a pergunta.

    "Como, assim, gastar com o parto? Claro que não vou gastar nada! Pago impostos para ter saúde e educação (inclusive universitária) para meus filhos", respondeu surpreso. Os suecos pagam mais impostos que os brasileiros, mas recebem tudo de volta, ao estilo dos serviços de países civilizados.

    Mas para chegarmos lá, como na Suécia, na Alemanha, na França, na Espanha, em toda a Escandinávia, no Japão, enfim na verdadeira civilização, teríamos que começar acabando com o que temos de representação política. E isso é outra (triste) história.

    PROSTITUIÇÃO INFANTIL (1)

    O belo trabalho jornalístico do Correio do Povo, Rádio Guaíba e TV Record mostrando a prostituição infantil em Porto Alegre provocou reações das autoridades policiais. Incursões foram realizadas nos locais apontados pela reportagem, mas logo tudo volta à estaca zero. A máfia sempre ganha em casos semelhantes.

    PROSTITUIÇÃO INFANTIL (2)

    Meninas e adolescentes são apenas a vitrine de nossa situação social. Nos fundos desse prédio sociológico está a falta de coragem para iniciarmos um processo de controle de natalidade.

    PROSTITUIÇÃO INFANTIL (3)

    Quando se fala em controle de natalidade não se quer dizer planejamento familiar. Este já é realidade em famílias das classes A e B. A chaga aberta está nas camadas mais pobres da população que se ressente da presença ostensiva do Poder Público orientando meninas que se deixam engravidar e sequer têm um acompanhamento pré-natal.

    SOMOS IGUAIS

    A questão da prostituição infantil é igual em todo o território brasileiro. No RS o escândalo é o mesmo do Nordeste, Norte, Centro-Oeste e nas "civilizadas" São Paulo e Rio de Janeiro.

    TRANCANDO

    Impedindo uma ação enérgica de controle da natalidade no Brasil aparecem a Igreja Católica e as ONGs que tratam dos chamados "direitos humanos".

     

     

    ro2803@terra.com.br

     











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