Criadores já estão
vacinando
animais contra raiva paralítica
Os criadores do município já estão
procurando as casas agropecuárias e adquirindo
as doses de vacina contra a raiva, passando a aplicar
em seus rebanhos, seguindo orientação
dos técnicos que atuam no combate à raiva
paralítica.
A diretriz técnica é aplicar uma primeira
dose anti-rábica e, logo após 20 dias,
aplicar um reforço. O procedimento de vacinação
deve, preferencialmente seguir as orientações
técnicas do médico veterinário
que dá assistência à propriedade
rural.
A vacina já está disponível no
município, com preços entre R$ 0,25 a
R$ 0,30 por dose.
Enquanto isso transcorre nas propriedades, 10 equipes
de técnicos uruguaios e brasileiros já
atuam na área de fronteira, buscando realizar
visitas para colher informações nas propriedades,
orientando produtores sobre os procedimentos em caso
de suspeita de raiva bovina. Impedir o ingresso do vírus
no lado brasileiro é o principal desafio, conforme
já esclareceu o médico veterinário
Nilton Rossato, coordenador do setor em âmbito
de Secretaria de Estado da Agricultura.
Ao todo, cerca de 25 técnicos estarão
percorrendo as fazendas de Livramento e Rivera, orientando
quanto a vacinação dos animais e apurando
dados sobre a possível existência de focos
da raiva ou a presença dos principais transmissores
do vírus: os morcegos hematófagos, quirópteros
da espécie Desmodus rotundus, também conhecidos
como vampiros, que é o propagador do vírus
rábico.
A intenção, segundo o coordenador do programa
Nacional de Erradicação da Raiva nos Herbívoros
da Secretaria de Agricultura, Nilton Rossato, é
passar por todas as fazendas numa faixa de 20 quilômetros
de fronteira com o Uruguai, de Barra do Quaraí
até Jaguarão.
No ano passado, em Tranqueiras, Departamento de Rivera,
a 80 quilômetros de Livramento, cerca de 1,5 mil
animais morreram vítimas da raiva paralítica.
Ainda que o vírus esteja próximo, Rossato
ressalta que há 30 anos não há
registro de óbito de animais por raiva na fronteira
oeste.
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