"O CFC trabalha de
uma maneira correta"
Em virtude das irregularidades nos contratos
entre FATEC (Fundação de Apoio
à Tecnologia e Ciência), FUNDAE
(Fundação para o Desenvolvimento
e o Aperfeiçoamento da Educação
e da Cultura) e Detran-RS para elaboração
dos exames de avaliação teórica
e prática de habilitação
de motoristas, os Centros de Formação
de Condutores (CFC) acabaram prejudicados.
Muitas pessoas acreditam que os CFC poderiam
estar envolvidos no esquema, o que não
é verdade. Confira trecho da entrevista
com Paulo Fernandes, assessor da direção
do CFC Santanense, e Jorge Luís Brás,
instrutor do CFC Santanense.
A Platéia: Existe uma dúvida
quanto à participação
dos Centros de Formação de
Condutores (CFC) nos problemas que envolvem
FATEC, FUNDAE e Detran-RS.
Paulo Fernandes: É muito importante
esclarecer a todos que o CFC não
tem nenhuma participação em
todos esses problemas que estão sendo
noticiados. Os CFC's continuam trabalhando
normalmente ministrando aulas teóricas
e práticas. Uma pena que isso aí
está respingando nos CFC's, porque
chegam alguns alunos e clientes e pensam
que os CFC estão envolvidos em todas
essas fraudes que estão sendo veiculadas.
AP: E o que as pessoas comentam normalmente?
Paulo: Por falta de esclarecimento, as
pessoas não têm conhecimento
dessa separação que os custos
das carteiras são divididos em taxas,
que são recolhidas no Banrisul e
vão para o Detran. O pagamento das
aulas é feito diretamente no CFC,
que são justamente os valores para
custear as despesas mensais, salários,
encargos sociais, enfim. A realidade dos
CFC's é que a receita é somente
para cobrir os custos e não tem essa
vantagem que, às vezes, é
veiculada de forma errada. É para
cobrir os custos operacionais. O CFC tem
uma série de exigências com
o prédio, como salas de aula e iluminação,
um custo com atendentes, com renovação
de frotas. Então, a receita do CFC
é referente ao valor de hora/aula
teórica e hora/aula prática.
Valores pagos pelos alunos que são
para custear o CFC em si.
AP: Os exames não são nem
realizados pelos CFC's.
Paulo: Inicialmente, era o pessoal da FATEC
e depois mudou para a FUNDAE, que, atualmente,
está aplicando os exames teóricos
e práticos. São examinadores
que se deslocam de outras cidades e previamente
agendam as datas do mês. É
um serviço que não é
do CFC, é terceirizado. Esses problemas
de auditoria e de valores que foram, de
uma certa forma, desviados não foi
na gestão do CFC.
AP: Os CFC's chegaram a ter a imagem arranhada?
Paulo: Algumas pessoas desinformadas talvez
tenham tido essa generalização.
Mas, quem realmente sabe como funciona e
conhece a realidade do dia-a-dia do CFC,
sabe que se trabalha de uma maneira correta
e da melhor maneira possível.
AP: Os examinadores também não
estão ligados ao que aconteceu.
Jorge Brás: É bom deixar
bem claro que examinadores (que são
da FUNDAE) e instrutores (dos CFC's) não
têm nada a ver com o que está
acontecendo no Rio Grande do Sul com as
fraudes que estão toda hora sendo
veiculadas pela imprensa.
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