CARTÕES
CORPORATIVOS
Deu certo a grita geral da imprensa brasileira
que revelou os gastos de alguns ministros
que utilizaram o cartão de crédito
corporativo. Hoje o presidente Lula deverá
assinar um decreto fixando novas regras
para o uso do dinheiro plástico oficial.
A ministra Matilde Ribeiro, da Igualdade
Racial, está por um fio no governo,
pois o Palácio do Planalto deu a
entender que se ela saísse seria
a melhor solução. Ela teve
que dar explicações a cinco
ministros do chamado núcleo do poder,
na Casa Civil.
As alegações de Matilde Ribeiro
que tinha feito confusão de cartões
- o seu particular com o corporativo - ao
fazer compras num free-shop no valor de
R$ 461,16, não convenceram os participantes
da reunião.
Um ministro disse a dona Matilde que ela
precisava entender que por ser exatamente
uma ministra, não poderia ter se
defendido dizendo que não sabia das
regras sobre o uso dos cartões. Além
disso, por ser ministra é que houve
tanta repercussão na mídia.
O presidente Lula não fez comentários
públicos sobre os cartões
de crédito, mas veio dele a ordem
para evitar novas confusões com gastos
que fogem das finalidades para as quais
os cartões foram criados.
Ontem, Jorge Hage, da Controladoria Geral
da União (CGU), reafirmou que sequer
se pode usar o cartão para aluguéis
de veículos e muito menos para o
pagamento de refeições de
outras pessoas. A ministra Matilde Ribeiro,
gastou, no ano passado, R$ 5 mil em restaurantes.
O mesmo ocorreu com o ministro da Pesca,
Altemir Gregolin que pagou um almoço
para uma comitiva chinesa numa churrascaria
em Brasília. Já há
quem diga que o ministro da Pesca deveria
gostar mais de carne de peixe do que de
gado, até dar exemplo.
A churrascada para os chineses traz uma
lembrança dos anos 70 quando o governo
militar do presidente Médici lançou
uma campanha nacional para um consumo maior
de pescado, através da antiga Sudepe
(Superintendência do Desenvolvimento
da Pesca).
Foi uma campanha intensa e muito divulgada
pela mídia. O encerramento da promoção
para comemorar o êxito da mensagem
oficial, ocorreu com um grande churrasco.
OS GASTOS
Os ministros que estão sob a mira
da CGU gastaram bastante, em 2007. Matilde
Ribeiro (Igualdade racial), R$ 171,5 mil;
Orlando Silva (Esportes), R$ 20,1 mil e
Altemir Gregolim (Pesca), R$ 22,6 mil.
MAIS RESTRIÇÕES (1)
A Comissão de Ética da Presidência
da República estabeleceu regras de
comportamento para este Carnaval. Nenhuma
autoridade federal poderá receber
favores e mordomias para festas ou desfiles.
MAIS RESTRIÇÕES (2)
Ninguém poderá ir para camarotes
de empresas privadas ( a não ser
que pague de seu próprio bolso),
vestir camisetas com propaganda comercial,
aceitar hospedagem, passagens aéreas
e convites para desfiles.
A CONFERIR
A mídia brasileira (tevês,
jornais, revistas, rádios) se encarregará
de fiscalizar qual autoridade resistirá
tanta oferta de facilidades e mordomias.
COMIGO NÃO!
Recentemente, numa festa privada em Porto
Alegre, um suspeito de estar envolvido no
escândalo do Detran aproximou-se de
uma alta autoridade gaúcha pedindo
apoio. A autoridade deixou o suspeito falando
sozinho, retirando-se do grupo onde estava.
CORONEL MENDES
O subcomandante da Brigada Militar, coronel
Paulo Roberto Mendes está tão
prestigiado pela população
por sua ação no combate ao
crime que já tem gente querendo vê-lo
candidato em 2008. E não é
para deputado não!
FOLGUINHA
A coluna entre de folga na semana carnavalesca.
Dia 12 estaremos de volta.
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