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    O RS precisa de projetos para
    aproveitar o crescimento do País

    O discurso da governadora realizado na quarta-feira, dia 06/02, no plenário da Assembléia, foi marcado pelo tangenciamento das questões de fundo que o Estado precisa enfentar para sair da crise em que está mergulhado, sem política de desenvolvimento econômico, sem geração de renda e emprego e com perda contínua de funções públicas. O vazio da manifestação demonstrou que o governo gaúcho não tem projetos e não estabelece padrão de relações com a sociedade. Assim, se não fossem investimentos do governo federal não existiriam obras em andamento no RS.Todas as obras no RS, de infra-estrutura, de energia, de saneamento e habitação, de estradas, do pólo naval, de tecnologia,da fábrica de semi condutores, são iniciativas do governo do presidente Lula.
    O mais preocupante é que a ausência de conteúdo no discurso da governadora é reveladora da falta de sintonia do governo gaúcho com o momento de desenvolvimento do país. Mais do que revelar que não enfrenta as questões nevrálgicas do RS para retomar o desenvolvimento, o discurso evidenciou que o Executivo sequer busca potencializar os investimentos federais no Estado.

    É gritante o contraste entre o compromisso do governo Lula com o RS e os sucessivos equívocos do governo Yeda, que impedem o desenvolvimento econômico e social do Estado. Dados apresentados recentemente pela ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, comprovam o antagonismo do projeto da esfera federal, que impulsiona o crescimento do Brasil, e a inércia do governo gaúcho, que paralisa o Rio Grande do Sul.

    E demonstram, sobretudo, que o governo do Estado não sabe aproveitar o crescimento brasileiro ao não elaborar os necessários projetos para poder usufruir do bom momento brasileiro. O primeiro ano do governo Yeda foi marcado pelo ajuste recessivo e pela ausência de prioridades para o desenvolvimento do Estado. Com o velho discurso do ajuste vieram propostas de aumento de impostos, de terceirização de serviços públicos e a precarização das políticas públicas. E a falta de apoio à produção e à geração de emprego evidenciou, sobretudo, um modelo de gestão excludente, concentrador e que apenas beneficia grandes empresas.

    Insisto que a governadora deveria se empenhar para aproveitar as oportunidades propiciadas ao Rio Grande pelo governo Lula - como os investimentos que criaram uma nova cadeira produtiva em torno dos biocombustíveis, o pólo naval, a fábrica de semicondutores, as usinas hidrelétricas em construção, as novas universidades e escolas técnicas em regiões empobrecidas, recursos para o Pronaf. Além das construção de habitações e de saneamento, que geram empregos e melhoram a vida dos mais pobres, das transferências de renda e do conseqüente e vigoroso crescimento do mercado interno brasileiro. Estas oportunidades, que há décadas o Rio Grande não teve, deveriam estar no centro das atenções do governo estadual.

    Sem isso, o risco que corremos é perdermos o trem da história, rejeitando esta oportunidade impar oferecida pelo forte apoio do governo federal ao Estado.











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