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    Na edição da Couromoda deste ano, que está entre as maiores feiras do setor no mundo, pude comprovar a recuperação das empresas coureiro-calçadistas, com bons negócios sendo fechados, especialmente com o crescimento das vendas no mercado interno. Ao mesmo tempo em que devemos encarar como positiva a recuperação do setor, ainda temos que alertar para os problemas que o câmbio altamente desfavorável, com uma grande valorização do real frente ao dólar, vem causando às empresas.

    *

    Essa preocupação se justifica ao observarmos o declínio das exportações para os Estados Unidos, nosso principal mercado, e o aumento das vendas para a Europa e para o Mercosul. Para enfrentar o dólar supervalorizado e a concorrência de outros países, como a China, nossos empresários têm investido fortemente na qualidade do produto, buscando fornecer bens de maior valor agregado, mas ainda assim colheram resultados menores entre janeiro e novembro de 2007 com relação ao mesmo período no ano anterior. Resta imaginarmos como seria o cenário se o governo federal se decidisse por tornar o câmbio mais favorável e reduzisse a carga tributária para o setor.

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    O exemplo do RS

    Sobre carga tributária, não posso deixar de comentar o discurso do governador de São Paulo, José Serra, na abertura da Couromoda. Serra afirmou que os demais estados da federação deveriam seguir o exemplo paulista, que recentemente reduziu o ICMS sobre o setor de 18% para 12% e começou a pagar os créditos de exportação para as empresas. Ocorre que já há dois anos o Rio Grande do Sul, durante a nossa gestão no Governo do Estado, reduziu o ICMS de 17% para 12% para as empresas do setor e pagou quase a totalidade dos créditos de exportação. Nesse caso, nós é que servimos de exemplo aos demais estados, inclusive São Paulo.

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    IOF e financiamentos de bens de capital

    Nesta quarta-feira, em São Paulo me reuni com a diretoria da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos, a Abimaq. Desde dezembro, venho o projeto Abimaq 2020, que visa recuperar o espaço que o setor de bens de capital perdeu nos últimos anos. O objetivo do encontro foi discutir a estratégia que usaremos para sensibilizar o governo federal na questão da cobrança do IOF, o imposto sobre operações financeiras, sobre o financiamento para a compra de equipamentos. O setor de bens de capital - a indústria que constrói indústria - é de extrema importância para o desenvolvimento tecnológico e para o crescimento do nosso país e por isso deve ter um tratamento diferenciado.

    rigotto@germanorigotto.com.br.

     











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