Vivemos a época
dos mercados financeiros globais, urbanização
sem precedentes, diferenças e conflitos
entre ricos e pobres, diversidades biológicas,
ecológicas, humanas, sociais, insegurança
climática e ambiental. Mesmo considerando
este cenário, começa haver
sensibilização em toda a sociedade
para a superação dos imensos
desafios econômicos, sociais e ambientais
que o País enfrenta. Porém
estamos muito distantes dos padrões
globais que vem sendo alcançados
no restante do mundo desenvolvido no caminho
da sustentabilidade.
É necessário agir e não
apenas fazer o discurso, mesmo que existam
incertezas, escolhas e trocas envolvidas.
Apesar do fato da atualidade ser os incêndios
da Califórnia, nos Estados Unidos,
é bom saber que as mudanças
climáticas não são
a única questão. Na verdade,
para alcançar a sustentabilidade
é preciso conjugar resultados econômicos,
sociais e ambientais. Será desta
conjugação que poderemos alcançar
resultados efetivos.
Algumas situações práticas,
relacionadas à preservação
de florestas, restrição ao
uso de produtos, disperdício de equipamentos,
descarte, energia, poluentes e produtos
orgânicos, que fazem parte do nosso
cotidiano, precisam ser esclarecidas e assimiladas
pela sociedade como condutas indispensáveis
a preservação da vida em nosso
Planeta. A biodiversidade, também
é um tema muito relevante. Na área
social, a agenda dos direitos humanos vem
tendo uma evolução fantástica.
Da mesma forma, as energias alternativas
a baixos custos, água limpa e medicamentos
para doenças graves como a AIDS,
malária e tuberculose, são
sinalizações relevantes para
sustentar uma política pública
compatível com a inclusão
e preservação das pessoas.
A política pública que vai
garantir a melhoria da qualidade de vida
dos cidadãos deve obrigatoriamente
incluir o capítulo da sustentabilidade.
Apesar do contínuo aumento de conflitos
relacionados a demografia, riqueza, saúde,
recursos ambientais, educação,
informações, segurança
e governança o mundo está
projetando alcançar 10 bilhões
de pessoas até meados deste século.
Este é o motivo pelo qual precisamos
melhorar radicalmente os sistemas econômicos,
político e social, incluindo tecnologia,
para assegurar padrões mínimos
aceitáveis de vida, conservando e
regenerando as fontes naturais. Para esta
finalidade precisamos fortalecer os nossos
vínculos com a nossa comunidade e
participar na sua vida social. Construir
processos de pensamento e esclarecimento
sobre o tema. Oferecer incentivos para que
as coisas realmente aconteçam. Acompanhar
as metas estabelecidas, fazendo a necessária
medição.
A partir desta consciência mínima
e que devemos buscar o nosso desenvolvimento,
planejando e agindo como se pretendêssemos
continuar para sempre na Terra. Com certeza,
um País não pode se desenvolver
levando os minerais a exaustão, poluindo
ou secando fontes de água e acabando
com os recursos naturais como os peixes
e as florestas. Devemos efetivamente controlar
a destruição do meio ambiente.
Exemplo neste sentido foi o pacto recentemente
elaborado por nove organizações
não-governamentais (ONG's) de São
Paulo, cujo objetivo é o fim da derrubada
de árvores até 2015 na Amazônia.
Para que isto aconteça deverão
prover renda para moradores das Regiões
superior a 1 bilhão de reais, para
que eles durante determinado período
não precisem viver de exploração
da madeira. São novas formas de participação
com muita parceria que precisam ser idealizadas.
Verdade é que atualmente diversos
setores da sociedade manifestam a sua inquietação
e desejam procurar a tão almejada
justiça social. Ocorre uma proliferação
de entidades que buscam conscientizar e
agir na melhoria do meio ambiente, mas o
que importa é que esta tarefa é
para todos nós.
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