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    Palco de importantes acontecimentos durante a Revolução Farroupilha, a cidade de Rio Pardo é um município peculiar, cheio de curiosidades, além de farta gastronomia, opções de turismo e histórias de gente que faz a diferença para a comunidade local.
    Seguindo com minha jornada em busca do que há de melhor nas cidades gaúchas, escolhi apresentar a vocês esse município, que fica no Vale do Rio Pardo. A cidade foi palco de casos curiosos, conhecidos por poucos, como o fato de ser uma das localidades mais visadas durante a Revolução Farroupilha.
    Em 1835, Rio Pardo era uma das principais vilas do Estado e serviu de cenário para o ataque a Antônio Joaquim da Silva, o Menino Diabo, que tomou e saqueou a vila em 1836. Também foi palco do Combate do Barro Vermelho, em 1838, quando os farrapos derrotaram as tropas imperialistas e aprisionaram a banda do maestro Joaquim José de Mendanha, autor do Hino Farroupilha, tema que acabou sendo composto durante seu tempo de cativeiro, em Rio Pardo.
    Outra curiosidade foi a visita de Dom Pedro II ao município, em 1846, fundamental para elevar a vila à condição de cidade. Em 1865, o imperador passou novamente pelo município, a caminho de Uruguaiana, onde assistiu à rendição das tropas de Solano Lopes, durante a Guerra do Paraguai.
    De volta à história da Rio Pardo contemporânea, em uma conversa com o empresário José Ernesto Wunderlich, presidente da União dos Ex-alunos e Amigos do Auxiliadora (Unema), conheci detalhes de como foi feita a restauração da antiga Escola Militar, hoje transformada no Centro Regional de Cultura. Graças ao empenho dele, a entidade civil, voltada à preservação do patrimônio histórico, devolveu o Centro - hoje um dos principais pontos culturais- à comunidade. Nessas minhas andanças pelo Rio Grande, são casos como esses que mais me motivam: ver como é possível obtermos realizações importantes, a partir da integração e do apoio de uma comunidade.
    Acompanhados pelo guia de turismo e empresário do setor, Flávio Augusto Canto Wunderlich, o Guto, fiz ainda uma visita orientada pelos principais pontos turísticos de Rio Pardo. Fica como sugestão, conhecer a Fortaleza Jesus Maria José, a Igreja Matriz, construída em 1801, e a Rua da Ladeira. Na época da elevação da Vila de Rio Pardo à cidade, a Ladeira era sua principal rua e foi uma das primeiras a ser calçada. Esse calçamento antigo está preservado até hoje e foi, inclusive, tombado pelo patrimônio histórico.
    Fechei a visita com chave de ouro, conhecendo a dona Sueli Wietzke, representante da Associação dos Sonhos de Rio Pardo. Ao lado dela, provei um dos doces mais tradicionais do nosso Estado, o sonho de Rio Pardo. Essa iguaria, herança da colonização portuguesa, faz jus ao nome e é de comer de joelhos.
    Não deixe de conhecer a cidade, prestigie o turismo regional e descubra, com exemplos como os de Rio Pardo, as riquezas e potencialidades do nosso Rio Grande. Você não vai se arrepender! Uma boa viagem!
    *deputado estadual e secretário do Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul











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