A qualidade do ensino
escolar estadual revelada em números
No dia 3 de junho, em Bagé, a secretaria
de Educação do Rio Grande
do Sul, Mariza Abreu, divulgou para as escolas
da região os resultados da avaliação
do Sistema de Avaliação do
Rendimento Escolar do Rio Grande do Sul
(Saers).
Na sexta-feira, 13 de junho, a reportagem
de A Platéia teve acesso aos dados
que revelam o desempenho das escolas da
região de cobertura da 19ª Coordenadoria
Regional de Educação (CRE)
- confira os melhores desempenhos escolares,
regionais e municipais, no Saers na página
10.
Antes, porém, na quarta-feira, A
Platéia esteve na 19ª CRE para
entender como funciona o sistema de avaliação
do Saers (saiba mais no quadro a direita).
Através de uma leitura minuciosa
com a coordenação e setor
pedagógico da 19ª CRE compreendeu
como é o Saers. Ele não busca
mostrar quais são as melhores escolas,
mas revelar a qualidade do ensino nas escolas
gaúchas a partir do desempenho dos
alunos - por esse motivo que, na página
10, são citadas, em tabelas, as escolas
com melhor desempenho na avaliação
do Saers e não as melhores escolas.
Como explicou para A Platéia, Carmen
Adelina Ayres Llaguno, coordenadora da 19ª
CRE, falar-se em melhores escolas é
relativo (mesmo que os dados coloquem, a
princípio, umas com notas superiores
a outras), porque o número de alunos
que fizeram a prova do Saers, por exemplo,
não é o mesmo em todas as
instituições de ensino e cada
uma tem a sua particularidade. Por isso,
falam-se nos melhores desempenhos.
As maiores notas obtidas pelas escolas estão
de acordo com o nível de proficiência
(conhecimento dos alunos) alcançado.
Ainda, na avaliação os alunos
foram distribuídos por níveis
de proficiência, que demonstram, a
partir de pontuações, o grau
de atendimento deles as determinadas exigências
do Saers.
Segundo a 19ª CRE, neste ano, os resultados
do Saers serão considerados para:
implementação de ações
de formação continuada de
professores; divulgação das
práticas de escolas com melhores
resultados; identificação
de escolas com resultados insuficientes
para receberem apoio do poder público
e replanejarem suas gestões e ações
pedagógicas.
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