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    A FOTO DO PM

    Repercute nos meios internos da Brigada Militar a foto publicada na primeira página do Correio do Povo, na última terça-feira. O tenente Coitinho, 54 anos, foi assassinado por marginais que tentavam assaltar um posto de gasolina em Porto Alegre.

    Pelo correio eletrônico houve manifestações contra "o oportunismo" da foto, assim como houve outras não vendo na mesma qualquer possibilidade de "vender mais jornal".

    A morte do oficial brigadiano, abatido covardemente, foi - é doloroso dizer - apenas mais um capítulo na guerra civil que todos nós vivemos nos dias de hoje, não só em Porto Alegre, mas em todo o Brasil.

    A bandidagem, protegida por uma legislação criminógena, se vale dela para ousar ainda mais em suas ações anti-sociais. Antes, bandido sabia e conhecia os seus limites, entre os quais estava uma regra básica de sobrevivência: bandido não mata policial, porque sabe que será capturado mais cedo ou mais, vivo ou morto.

    Hoje, as regras de sobrevivências dessas aberrações humanas que andam assaltando, estuprando e matando são mais audaciosas: a prioridade, se possível, é matar policiais. E não é por acaso que nossos agentes da lei evitam andar fardados quando não estão em serviço ou escondem suas identidades quando, em trajes civis, são vítimas - como nós - de algum assalto.

    Estamos diante de uma inversão de valores jamais imaginada por uma sociedade que se diz (ou quer ser) civilizada. A bandidagem domina territórios, cobra pedágio, assalta à luz do dia e ainda tem o prazer de resistir a qualquer ato policial, respondendo a tiros quando se sentem acuados.

    Por isso mesmo é que a foto do tenente Coitinho não foi um flagrante sensacionalista de primeira página, mas um registro trágico de nossos dias. Não houve nenhuma intenção - acredito - do CP em levar para a sua primeira página aquela fatídica imagem de um oficial da BM caído de bruços.

    O tenente Coitinho morto, com o rosto no asfalto, era a sociedade gaúcha. Nós morremos um pouco todos os dias de medo. Nosso rosto também estava ali no duro piso de uma rua de Porto Alegre.

    O Correio do Povo quis mostrar que a morte do tenente Coitinho era o documento da impunidade de uma bandidagem sem escrúpulos, sem qualquer referencial de vida humana. A comunidade brigadiana não deve ficar chocada com a publicação da foto e sim com as condições de trabalho de todos os policiais que nos defendem do crime.

    Não podemos fazer o jogo dos criminosos. Eles querem que nós tenhamos medo e passemos a respeitá-los como donos do "pedaço". A foto foi um alerta de que ninguém está livre desses anormais. Por último: o carteiro não pode ser punido ou criticado por nos trazer notícias ruins numa correspondência. Ou como dizia Ulysses Guimarães: "Não podemos culpar as árvores pelo incêndio na floresta".

    CPI CANSOU

    Outro adepto da tese de cansaço da CPi do Detran é o deputado Cassiá Carpes (PTB) que deseja o fim dela o quanto antes. Prorrogá-la? Para quê?

    BRILHOS INDIVIDUAIS

    Na falta de perguntas objetivas, alguns deputados ilustram suas dúvidas com longos e cansativos discursos que nem mesmo o depoente do momento entende. Há pergunta que pode durar até 20 minutos de "exposição inicial". Ninguém agüenta.

    TROCAR? JAMAIS!

    O ex-governador da Acre, Jorge Viana, foi convidado para ser o novo ministro do Meio Ambiente, mas não aceitou. Hoje ele é dirigente da Helibrás, indústria fabricante de helicópteros e ganha um salário de R$ 80 mil reais.

    VIDA DOS OUTROS (1)

    Segundo dados da Câmara dos Deputados, neste momento, no Brasil, 409 mil pessoas encontram-se com seus telefones grampeados.

    VIDA DOS OUTROS (2)

    A propósito, vale a pena ver o filme "A Vida dos Outros", já disponível nas locadoras. Mostra o estado policial da Alemanha comunista bisbilhotando a privacidade de seus cidadãos.

    EMPREGO NOVO

    Milton Zuanazzi, ex-Anac, já está empregado como diretor para a América Latina da CVC Turismo, a maior operadora de turismo da América do Sul. A CVC é dona do Hotel Serrano, em Gramado.

     

    ro2803@terra.com.br

     











     

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