Inverno ainda não
gera prejuízos para
as criações, mas causa preocupações
Com a ocorrência de chuva e frio, se aproxima
o momento da plena utilização das pastagens
de aveia e azevém, cultivados nesta estação.
Apesar de atrasadas em relação a seu período
original de utilização, é razoável
o desenvolvimento das pastagens hibernais na maioria
das regiões. Para alimentar o gado leiteiro,
os produtores seguem utilizando a silagem, assim como
as rações e concentrados. Segundo a pesquisa
da Emater-Ascar, o preço médio do leite
segue inalterado por mais uma semana.
Os valores médio, mínimo e máximo
do leite estão se mantendo, respectivamente,
na faixa dos R$ 0,65, R$ 0,58 e R$ 0,77 o litro.
Corte
Na bovinocultura de corte, o mercado do boi gordo apresenta
significativa alta, em decorrência do início
da entressafra, período em que há uma
natural redução na oferta de animais.
Segundo a pesquisa de preços realizada pela Emater/RS-Ascar,
o preço médio do boi gordo passou de R$
2,57 para R$ 2,66 o kg vivo, alta de 3,50%. Já
a vaca gorda passou de R$ 2,34 para R$ 2,41 o kg vivo,
representando alta de 2,99%. Nas regiões da Campanha
e Central, os rigores da estação estão
acelerando o declínio do campo nativo. Neste
caso, o rebanho que depende exclusivamente desta fonte
de alimento começa a perder peso. O desenvolvimento
das pastagens hibernais está lento. Embora haja
boa disponibilidade de umidade, o frio e a pouca luminosidade
estão colaborando para este atraso. A expectativa
dos produtores é de iniciar a sua plena utilização
nos meses de julho e agosto.
Mel
Nas regiões de importância apícola,
como Sant’ Ana do Livramento - o quarto produtor
do país - o momento é de cuidar das necessidades
nutricionais da colméia. Por isso, os produtores
de mel reforçam os cuidados com o manejo de limpeza
e a prática de redução do alvado
das colméias. O frio aquece o mercado de mel,
já que a estação estimula o seu
consumo. |