Prorrogação
de dívida traz alívio ao
bolso do produtor diante da seca
Os produtores rurais iniciaram
o ano de 2009 com
uma boa notícia. Já não era
sem tempo pois a estiagem,
que está mais para seca, associada
a dívidas antigas, traz
preocupação, estresse e problemas
para os produtores.
Nesta semana, o governo federal
sinalizou com a possibilidade
de prorrogar o prazo
para os bancos concluírem a
operacionalização da renegociação
das dívidas agrícolas.
Com isso, os agricultores que
já entraram com processo de
renegociação serão considerados
adimplentes, podendo,
portanto, recorrer a novos financiamentos.
É uma medida importante,
que irá reduzir o impacto
para os produtores evitando
situações de inadimplência. A
iniciativa do governo irá não
apenas diminuir os reflexos
econômicos para os produtores,
mas também para os
bancos. Se os bancos executassem
os processos hoje, iriam
pegar os produtores descapitalizados.
Não adianta querer cobrar
de quem não tem. Há quem
acuse ser fora da realidade a
exigência de pagamento de
40% dos valores referentes a
investimentos e 56% dos
custeios.O ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes,
frisou, no entanto, que a prorrogação
não significa que
novos produtores poderão
pedir a renegociação. É apenas
um aumento do prazo
para os bancos concluírem o
processo. O prazo de prorrogação
não foi estabelecido,
mas conforme o dirigente da
Farsul pode chegar a até quatro
meses. "Neste período já
terá entrado a safra de soja, o
que pode aliviar o bolso do
produtor." Mesmo com a novidade
positiva em relação à
prorrogação anunciada pelo
ministro, os produtores ainda
aguardam um posicionamento
sobre o pedido de prorrogação
dos prazos para os
vencimentos do custeio do
trigo, que se encerra no dia
20 de janeiro. A alegação é
de que fica impossível saldar
as dívidas no momento em
que os preços do cereal estão
abaixo do preço mínimo,
sendo comercializados em
torno de R$ 22,00 a saca de
60 quilos. "Precisamos de
uns seis meses para que haja
uma elevação dos preços",
defendeu o primeiro vice-presidente
da Fetag, Sérgio de
Miranda. A expectativa de
aumento dos preços se baseia
principalmente no reflexo
que a quebra nas lavouras
argentinas possa ter na comercialização
do trigo brasileiro.
|