Campus
Party 2009, festa do conhecimento.
Iniciou ontem em São Paulo esse
evento ímpar, que reúne durante
sete dias milhares de participantes, com
seus próprios computadores procedentes
de diversos países, com a finalidade
de compartilhar curiosidades, trocar experiências
e realizar todo tipo de atividades relacionadas
a tecnologia, a cultura digital e ao entretenimento
em rede. A estimativa é de que 4000
pessoas levem seus computadores para aproveitar
a conexão recorde de 10Gb oferecida
pelo Grupo Telefônica. Engana-se quem
imagina que essa conexão toda vai
estimular o download e a pirataria no evento,
já que no ano passado 70% dos dados
trafegados foram de upload (informações
sendo envidas para a internet), foram geradas
mais de 19.000 menções em
blogs, twitter, youtube e flickr produzidos
por visitantes de 23 estados brasileiros
e 18 países. O evento não
terá WiFi disponível para
todos os participantes, de acordo com os
organizadores para providenciar via WiFi
a mesma qualidade da conexão via
cabo seria necessário um roteador
WiFi para cada campuseiro, o que é
inviável financeiramente.
LAN houses promovem inclusão digital.
Estudo indica que as LAN houses estão
perdendo o público gamer e atraindo
usuários da classe C. A TV Cultura
divulgou os números parciais de uma
pesquisa feita em 27 LAN houses espalhadas
pela cidade de São Paulo. A principal
conclusão do estudo é que
o uso das redes de computadores para jogos
online vem perdendo espaço. Há
cinco anos, a maior parte dos usuários
de LANs buscava encontrar os amigos para
jogar online. Com a expansão da banda
larga, usuários das classes A e B
podem jogar a partir de suas casas e o uso
de LANs para este fim está declinando.
Em compensação, cresce a presença
de usuários das classes C e D neste
tipo de estabelecimento. A maior parte dos
usuários ouvidos diz que vai à
LAN ao menos uma vez por semana com o objetivo
de fazer pesquisas escolares, procurar empregos,
ler notícias, e-mail e pagar contas.
Entre o público adolescente é
mais comum o uso da web para ouvir música,
ver vídeos e usar ferramentas como
redes sociais e MSN. O estudo diz ainda
que a maioria dos usuários têm
até 24 anos. Entre os serviços
preferidos pelos usuários estão
o uso do comunicador Windows Live Messenger
(MSN) e o orkut. Também aparecem
como muito acessados o serviço de
buscas do Google e os portais UOL e Terra.
Tecnologia embarcada
A Prefeitura de São Paulo está
usando GPS e RFID em gansos e cisnes expostos
em parques públicos. Segundo a Secretaria
do Meio Ambiente, os recursos tecnológicos
visam monitorar melhor o comportamento dos
bichos que vivem em cativeiro e protegê-los
de furtos. Todos os anos, dezenas de patos,
gansos e cisnes são furtados de parques
públicos. Os animais jovens e que
possuem valor de revenda, como os cisnes,
são revendidos para proprietários
particulares que desejam criá-los
em suas chácaras, jardins e fazendas.
Já os bichos de menor valor, acreditam
os fiscais da prefeitura, são furtados
com o objetivo de alimentar quem os rouba.
Em geral, os furtos ocorrem entre o final
da tarde e a noite em momentos em que a
Guarda Metropolitana e a Polícia
Militar diminuem seus efetivos nos parques.
Segundo a secretaria, no entanto, o uso
dos dispositivos não servirá
apenas para proteger os animais contra furtos.
Veterinários e biólogos da
Prefeitura estão observando as informações
coletadas pelos dispositivos para compreender
melhor como eles se deslocam pelos parques,
o quanto nadam por dia, em que ocasiões
um bicho de perde de seu bando entre outras
variáveis. A escolha do tipo da tecnologia
(GPS ou RFID) varia conforme o desenho do
parque e o tipo do animal. Embora mais preciso,
o GPS apresenta limitações
como não funcionar corretamente quando
o bicho se esconde embaixo de uma marquise
ou laje de concreto.
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