| Prontas
as músicas selecionadas no
3º Paradouro da Música Campeira
Nessa 3ª edição, a comissão
julgadora integrada por André Teixeira,
de São Gabriel, Marcelo Holmos e
Claudio Zazicky, selecionou 12 trabalhos,
entre os elaborados com base no tema apresentado
pelo festival, que foi “Onde os sons
e as rimas do campo se encontram”,
e que foram apresentados no palco do Nascente
do Ibirapuitã.
Cláudio Silveira, que integra a Confraria
Verso e Prosa, conta que o festival costuma
revelar trabalhos de tanta qualidade que
acabam sendo enviados por seus autores também
para outros festivais de música do
Rio Grande do Sul e concorrem com grandes
chances.
Para preservar o ineditismo das músicas,
inclusive – que é uma exigência
da quase totalidade dos festivais de música
no Estado – os organizadores do Paradouro
da Música Campeira não gravam
CD do festival.
“O trabalho permanece inédito
e permite ao artista inscrevê-lo inclusive
em outros certames artísticos”,
destaca o vereador líder da bancada
do PSB na Câmara Municipal, Nelmo
Oliveira, que também é músico
e acompanhou a realização
da 3ª edição do festival.
“Trata-se de uma das idéias
mais criativas e interessantes especialmente
para o músico, para o letrista, enfim,
porque proporciona um inter-relacionamento,
uma troca de experiências fantástica.
Os integrantes da Confraria Verso e Prosa
e também a comunidade santanense
como um todo está de parabéns
por esse evento, que muito valoriza os artistas,
a cultura rio-grandense e que se soma às
iniciativas que contribuem para a projeção
positiva do nome da nossa cidade, que hoje
já é reconhecida como berço
de grandes artistas”, elogiou ele.
Os integrantes da Confraria Verso e Prosa
já estão providenciando a
realização de um evento especial,
de cunho beneficente, para a apresentação
das músicas produzidas e selecionadas
no 3º Paradouro da Música Campeira.
A data e o local da apresentação
deverão ser divulgados em breve.

Um festival fechado, apenas para convidados
Foi intenso e envolvente o sentimento de
telurismo e o clima de fraternidade que
marcou a convivência de tradicionalistas,
artistas e convidados especiais que participaram
no último final de semana de fevereiro
da terceira edição do Paradouro
da Música Campeira de Sant’Ana
do Livramento, realizada nas dependência
do Movimento Nativo Nascente do Ibirapuitã.
O festival, que possui características
inéditas no município, é
uma promoção e realização
da Confraria Verso e Prosa, que reúne
artistas e amantes da cultura tradicional
do povo gaúcho.
O Paradouro é um festival fechado
apenas para convidados, na etapa de produção
dos trabalhos. Após, as músicas
selecionadas pela comissão julgadora
são apresentadas ao público,
geralmente em evento beneficente. Neste
ano, os integrantes da Confraria Verso e
Prosa, Claudio Silveira, Cristiano Ferreira,
Juliano Moreno, José Claudio Pereira
e Abayubá Mendonza, receberam sexta
e sábado passados em torno de 50
artistas, entre letristas, musicistas e
intérpretes, para dois dias de atividades
culturais no espaço cedido pelo Nascente
do Ibirapuitã. Além da parte
artística, a programação
destacou também a gastronomia campeira
e costumes como fogo de chão e café
de chaleira.
O festival consiste na reunião dos
artistas em um único local. A comissão
organizadora fornece um tema comum e o trabalho
tem que ser elaborado ali mesmo, na presença
de todos os concorrentes e dos jurados.
O letrista escreve a letra, que deve ser
musicada, arranjada e a seguir interpretada
no próprio local. O formato do Paradouro
da Música Campeira permite aos organizadores
reunir músicos experientes, com carreira
afirmada e de qualidade reconhecida, como
Manolo, Clóvis de Souza, Marcondes
Chagas e Fabrício Ocanha, por exemplo,
que participaram dessa terceira edição,
com jovens revelações do meio
artístico.
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